Primeira edição – 2010/1
A terceria margem da televisão. – Regina Mota
Revista Contemporânea (UERJ)
, v. 9, p. 1-7, 2007.
Este artigo analisa algumas características culturais breasileira e sua representação na televisão e a participação do cineasta Glauber Rocha no programa Abertura, para refletir o processo de mudança na programação da televisão pública no Brasil. Do Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade (1928) à participação de Glauber Rocha na televisão brasileira, existe um repertório de idéias e procedimentos criativos que constituem um acervo estético e político que podem inspirar a criação de uma cultura heteróloga na televisão pública do Brasil.
Revista Fronteira (UNISINOS), v. IX, p. 45-52, 2007.
Apresentam-se aqui reflexões preliminares acerca das configurações que alguns textos audiovisuais mostram de cadáveres eletrônicos – isto é, as representações em som e imagem de corpos mortos – e, nessa via, se tem a pretensão de examinar o processo de simbolização da morte midiática. A intenção do presente artigo, portanto, é propor uma reflexão a respeito de como a mídia trata uma das questões mais profundas e inquietantes com que o homem tem de lidar. Defende-se a idéia de que a exposição de cadáveres eletrônicos, especialmente em determinados seriados televisivos contemporâneos como CSI: Crime Scene Investigation, está agenciando uma ressimbolização da morte, tornando-a de certa forma mais icônica, menos assustadora na sua essência e, portanto, mais palatável e, ao mesmo tempo, banalizável.
Fronteiras, Vol. 9, No 3 (2007)
A proposta deste artigo é discutir a natureza do fenômeno audiovisual a partir do confronto entre a teoria fenomenológica de Charles Sanders Peirce e sua revisão crítica empreendida por Gilles Deleuze em Imagem-tempo. Além das três categorias propostas por Peirce – primeiridade, secundidade e terceiridade – Deleuze propõe uma quarta – a zeroidade – capaz de reconhecer a legitimidade e a duração dos fenômenos em virtualidade. Tal revisão permite a passagem dos estudos do audiovisual propriamente dito – com suas textualizações, condições de produção e produção de interpretantes – para o estudo das audiovisualidades, com suas imagicidades e configurações virtuais expressas naquilo a que podemos, nesta pesquisa, denominar, inspirados por Arlindo Machado (1997) em outro contexto, de pré-audiovisual e pós-audiovisual.
O texto apresenta um problema de pesquisa em construção que busca entender as características de materiais audiovisuais oriundos das mídias ditas convencionais em elaborações presentes na web. Uma primeira tríade de questões teóricas é proposta: a remediação (Bolter, Grusin), a presença dos materiais audiovisuais na sociedade contemporânea e o potencial de emissão apresentado ao usuário da web. Uma segunda tríade então, ligada a características da Internet é lançada já com os observáveis: o arquivamento e resgate de dados, o caráter midiático e o entedimento como ambiente de relacionamento.
Audiovisualidades de TV: Apontamentos preliminares sobre imagem-duração. – Suzana Kilpp
Contemporânea (Salvador), v.4, n. 1, 2006
O trabalho indica o percurso teórico-metodológico que vem sendo feito para construir o conceito de imagem-duração. A partir da noção de imagicidade, su¬gere a existência de uma tevê dentro da TV, e constrói conceitos instrumentais de análise do televisual: ethicidades, molduras, emolduramentos. Aplicados à análise da matéria televisual, eles desvelam procedimentos de ordem técnica e estética que instauram a memória e a discursividade da TV sobre mundos televi¬sivos. Tais procedimentos têm a articulá-los uma gramática virtual decorrente de uma incessante sobreposição de molduras (frames), de discreta recorrência enunciativa. Finalmente, o trabalho inscreve sincrônica e diacronicamente a imagem-duração na imagicidade eisensteiniana e na duração bergsoniana a partir de panoramas e da programação de TV.